Quase metade das 160 famílias beneficiárias do programa de arrendamento acessível está a pagar entre 300 e 500 euros de renda mensal. Só 8% dos arrendatários suportam uma mensalidade superior a 800 euros. Esta iniciativa integra a Nova Geração de Políticas de Habitação.
A Câmara Municipal de Lisboa quer arrendar mais de 1000 casas, até final do ano, para disponibilizar como renda acessível. Este programa, que visa também o regresso de imóveis em Alojamento Local para o mercado de arrendamento, junta-se à reabilitação de imóveis e construção própria já em curso pela autarquia.
O Governo apontava para março a publicação das casas inscritas no Programa de Arrendamento Acessível nos sites das imobiliárias, mas a atual pandemia provocada pelo coronavírus veio atrasar o processo.
A Câmara do Porto anunciou que vai lançar o concurso de atribuição de 15 casas com rendas acessíveis no centro histórico do Porto, cujas rendas variam entre os 150 euros e 935 euros e vai privilegiar jovens, moradores e trabalhadores do Porto, bem como agregados familiares com crianças.
O Orçamento do Estado para 2020 vai trazer mudanças no setor da habitação, principalmente aos proprietários. Se de um lado o Governo penaliza, do outro alivia. Entre IMI, IMT e mais-valias, imóveis devolutos e Alojamento Local.
Chama-se Plano da Comunidade e passa pela construção de 25.000 casas com rendas 50% abaixo do preço de mercado, das quais 15.000 ficarão prontas já nesta legislatura.
O Programa de Arrendamento Acessível está no terreno há dois meses e o seu custo em velocidade cruzeiro deverá ser de 20 milhões ao ano, segundo as previsões do Governo. O custo resulta das isenções de IRS e de IMI concedidas aos proprietários.
A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a aquisição dos 11 prédios que vão ser reconvertidos no âmbito Programa de Reconversão de Edifícios da Segurança Social para arrendamento acessível e residências universitárias em zonas centrais da cidade.
O Governo aprovou a construção de 3.500 casas em Almada, Setúbal, com o objetivo de disponibilizar oferta pública de habitação a custos acessíveis e que permitirão alojar mais de nove mil pessoas. A construção dos primeiros 1.100 fogos deverá estar concluída em 2023.