A banca prepara-se para vender um lote de 4.400 casas em todo o país ao consórcio formado pelos fundos Tikehau e Albatross, por um valor entre 300 milhões e 320 milhões de euros, num negócio que terá implícito um desconto de cerca de 10% do valor inicial da carteira.
A pandemia veio reforçar a importância da casa: passou a ser, para muitos, não só o lugar da vida em família, mas a escola, o escritório, o ginásio e até um espaço de convívio. Trouxe, também, preocupações acrescidas com as necessidades de distanciamento, higiene, bem-estar e imunidade. E como serão, afinal, as habitações do futuro?
Os estrangeiros continuam a ter um peso elevado nas transações de imóveis em Portugal, mas foi menor em 2019. 8,5% dos imóveis transacionados em Portugal foram vendidos a não residentes, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística.
A Covid-19 está a deixar marca por onde passa, nomeadamente impactando o processo de procura de casas, por via de uma mudança nas preferências, gostos e necessidades que surgiram, ou ganharam mais relevância, nos últimos meses por força das circunstâncias.
Se no início do ano nos dissessem que iríamos ficar confinados em casa, durante meses, devido à chegada do coronavírus, dificilmente acreditaríamos. Mas aconteceu. E a quarentena forçou-nos a mudar os nossos hábitos sociais.
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o plano para pessoas em situação de sem-abrigo 2019-2023, que prevê um investimento de 14,6 milhões de euros e a disponibilização de mais 320 casas no âmbito do programa “Housing First” até 2023.
Entre julho e setembro de 2019, foram transacionados €6,5 mil milhões em imóveis em todo o País. Um volume que equivale a 45 830 imóveis novos e usados, vendidos a um ritmo de 509 casas por dia.