As áreas de tecnologia médica (+32%), farmacêutica (+44%) e biotecnologia (+21%) dominaram em 2020 os pedidos com origem em Portugal junto do Instituto Europeu de Patentes. Os dados mostram o maior investimento na vertente dos cuidados médicos, que num ano marcado pela pandemia substituíram as áreas tecnológicas que vinham impulsionando a inovação portuguesa.
Quem comprou gadgets e eletrodomésticos inteligentes que facilitam a vida caseira no último ano aderiu a uma tendência cada vez mais notória: a transformação das casas em ambientes conectados onde os dispositivos comunicam uns com os outros e elementos outrora isolados, como as luzes e as tomadas, podem agora ser controlados à distância.
Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), afirma que o mercado imobiliário nacional sofre as consequências da pandemia e tenta minimizar o seu impacto.
A construção foi um dos cinco setores que aumentou a faturação durante a pandemia da Covid-19, mais concretamente entre março e novembro de 2020, face ao período homólogo. Em causa está um crescimento de 4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, com base na informação da plataforma e-fatura, da Autoridade Tributária e Aduaneira.
Artigo de opinião de Rui Torgal. Apesar do momento excecional que vivemos, o mercado imobiliário em Portugal tem vindo a recuperar e a dar sinais claros de recuperação, continuando a manter-se como uma boa opção de investimento.
O valor das rendas no próximo ano deve ficar congelado, o que acontece pela primeira vez desde 2016 quando o aumento máximo poderia ir até 0,16%. De acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Estatística, a variação média dos preços dos 12 meses terminados em agosto foi negativa (-0,03%), o que impede aumentos das rendas em 2021.
Governos dos arquipélagos portugueses estão a lançar vários programas de apoio à habitação para combater os efeitos negativos da pandemia da Covid-19, seguindo o exemplo de várias iniciativas de Portugal Continental.
O setor imobiliário e da construção fechou o mês de maio quase totalmente operacional, com 97% das empresas destas atividades a funcionar. A percentagem mantém-se inalterada, na primeira quinzena de junho, tal como indica o inquérito realizado pelo Banco de Portugal e Instituto Nacional de Estatística.
Máscaras, luvas e recurso frequente ao desinfetante assim é e terá de ser a nova ‘normalidade’ nos próximos tempos mas sem deixar de voltar o trabalho. A regra, claro, aplica-se também ao mercado imobiliário cuja atividade assenta precisamente na difícil tarefa de conquistar a confiança dos clientes que abrem as portas aos mediadores.
Terraços, varandas, pequenos jardins e outros espaços interiores. Uma divisão extra para montar um home-office ou uma divisão maior para caber uma secretária e outros elementos que ajudem a criar um ambiente propício ao teletrabalho.