1. Porque é que escolheu iniciar uma carreira na ERA? Fale-nos um pouco sobre o seu percurso profissional.
Entrei na ERA em 2005, na altura era Diretora Comercial de uma empresa de representações que vendia matérias primas para a indústria. Todas as semanas tinha de viajar de norte a sul do pais e também com muita frequência para o estrangeiro. Tenho uma filha, estava pouco tempo com a família e decidi mudar de vida.
Vi um anúncio no Jornal Expresso a solicitar “Diretor/a Comercial ERA Torres Vedras”, decidi enviar o meu curriculum, fui chamada para a entrevista e apresentaram-me um projeto com o qual me identifiquei e que me agradou muito, “trabalhar por objetivos e fazer o meu próprio ordenado”. Acreditei de imediato que era o ideal para mim e por isso abracei o projeto.
2. Acredita que o facto de ser Mulher alguma vez influenciou a sua carreira?
Se influenciou, foi com toda a certeza positivamente, o facto de ser mulher e de ser mãe obrigou-me a saber gerir melhor o meu tempo, a amadurecer mais rapidamente, a conseguir desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo, essencialmente a ser muito mais organizada, de forma a conseguir atingir os meus objetivos e de me tornar financeiramente independente. Apesar de ao longo da minha vida ter trabalhado no mundo dos negócios, preferencialmente de homens, nunca senti qualquer tipo de discriminação, o que senti é que pelo facto de ser mulher, tive que dar mais provas das minhas capacidades, tive que trabalhar mais e só depois veio a valorização.
Sei que em alguns sectores, ainda hoje as mulheres são discriminadas e muitas vezes têm ordenados inferiores aos dos homens, apesar de fazerem o mesmo trabalho. Na ERA isso não acontece, pois tanto os homens como mulheres têm as mesmas oportunidades, a única coisa que influencia o nosso salário são os nossos resultados.
3. Como é trabalhar na ERA? E como é ser mulher na ERA?
Trabalho na ERA há 14 anos e tem sido uma experiência única. Apesar do meu trabalho estar bem definido e de ter muita experiência naquilo que faço, lidar com pessoas é um desafio constante e diferente todos os dias, daí ser tão interessante. Trabalhar na ERA sendo mulher é a garantia de que tenho as mesmas oportunidades do qualquer homem, que tenho rendimentos acima da média, que sou dona da minha vida e que posso continuar a realizar os meus sonhos.
4. Acredita que ainda existe um preconceito sobre o setor imobiliário ser apenas para o género masculino?
Não, penso que hoje em dia, no sector imobiliário, os clientes procuram profissionais credíveis, com muita formação, capazes de lhes dar a melhor resposta aos seus problemas, de lhes apresentar as melhores soluções, para assim poderem tomar a melhor decisão, não interessa se são homens ou mulheres.
5. Que conselho daria às mulheres que ambicionam progredir na carreira e assumir um cargo de liderança?
Acima de tudo que acreditem nelas próprias, que nunca desistam de sonhar e que abracem um projeto com o qual se identifiquem, pois tudo o resto vem por acréscimo. É preciso muito trabalho, muita dedicação, mas quando acreditamos em nós não há nada que nos demova dos nossos objetivos.
Teresa Rocha, Franquiada ERA Torres Vedras